Sabotagem Saudável? Procon notifica Bimbo e Influenciadores por Propaganda Infantil
Palavra-chave: Denúncia Idec Bimbo propaganda
O que toda mãe precisa saber sobre a publicidade de bolinhos para crianças
Se você é mãe e está sempre buscando lanches práticos e saudáveis para seus filhos, atenção! Em julho de 2025, o Procon determinou a suspensão de uma campanha publicitária dos bolinhos Ana Maria, da Bimbo do Brasil, após constatar que a propaganda era direcionada a crianças — prática proibida pela legislação brasileira.
Essa decisão foi motivada por uma denúncia feita pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que identificou o uso de influenciadores voltados à maternidade para divulgar os bolinhos como se fossem saudáveis, especialmente indicados para o lanche escolar.
Por que essa propaganda é preocupante para nós, mães?
Como mães, queremos o melhor para os nossos filhos — e é exatamente essa confiança que a campanha tentou explorar. Segundo o Idec, os vídeos e postagens apresentavam os bolinhos como alimentos “ricos em vitaminas” ou “fontes de cálcio”, embora a composição real fosse dominada por açúcar, gorduras saturadas e aditivos químicos.
Mariana Amorim, nutricionista do Idec, foi enfática: “Esses produtos são ultraprocessados e não deveriam ser consumidos por crianças com frequência. O marketing que os promove como saudáveis é enganoso e perigoso.”
Influência nas redes sociais: uma armadilha silenciosa
A campanha da Bimbo se valeu de influenciadoras populares entre mães para divulgar os bolinhos. Em vídeos leves e descontraídos, essas criadoras de conteúdo mostravam as crianças comendo o produto, muitas vezes em situações do dia a dia como lancheiras escolares ou piqueniques no parque.
Essa abordagem aparentemente inocente é, na verdade, considerada uma forma disfarçada de publicidade infantil, o que é proibido por leis como o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O Idec também apontou o uso de “ingredientes fantasmas” — substâncias destacadas nas embalagens, como ferro ou cálcio, que não aparecem em quantidades relevantes na composição nutricional do produto.

O que a lei diz e como isso afeta a nossa rotina
O Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente) também é claro ao proibir qualquer tipo de comunicação mercadológica voltada ao público infantil — principalmente quando envolvem alimentos com baixa qualidade nutricional.
Essas medidas existem para proteger as crianças da influência de campanhas comerciais que aproveitam sua vulnerabilidade e a confiança das mães. Ao usar influenciadores para legitimar alimentos prejudiciais, essas empresas acabam desinformando quem cuida.
Quais foram as consequências para a empresa?
Após a denúncia do Idec, o Procon notificou a Bimbo e os influenciadores envolvidos, exigindo a remoção imediata de todos os conteúdos nas redes sociais. Caso a empresa descumpra, poderá ser penalizada com multas diárias e processo administrativo.
Além disso, o episódio coloca a Bimbo sob escrutínio jurídico, podendo enfrentar ações mais severas, como restrições futuras para veicular campanhas publicitárias semelhantes.
Como mães podem se proteger desse tipo de conteúdo?
É fundamental estarmos atentas ao que consumimos e ao que nossos filhos veem nas redes sociais. Alimentos ultraprocessados muitas vezes são promovidos como práticos e saudáveis, mas escondem ingredientes prejudiciais à saúde infantil.
Segundo Amorim, “o mais importante é ler os rótulos com atenção e questionar alegações exageradas. Se algo parece bom demais para ser verdade, vale a pena investigar.”
Para saber mais, acesse o conteúdo completo no site do Idec: idec.org.br.
Fique atenta, mamãe: nem todo lanche prático é realmente saudável. Sua escolha consciente faz toda a diferença.
