Gravidez Psicológicas

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Gravidez Psicológicas: como os aspectos emocionais podem influenciar a maternidade

Introdução

A gravidez é um momento único e especial na vida da mulher. Além das mudanças físicas, a gestação também é um período repleto de transformações emocionais e psicológicas. A chegada de um novo ser ao mundo traz consigo uma série de desafios e responsabilidades, que podem gerar medos, inseguranças e ansiedade nas futuras mamães.

Nos últimos anos, tem-se falado muito sobre as chamadas “gravidez psicológicas”, ou seja, aquelas gestações em que os aspectos emocionais desempenham um papel central. A gravidez psicológica é um tema complexo, mas que merece ser abordado devido à sua importância e impacto na vida das mulheres e de suas famílias.

Neste artigo, iremos entender melhor o que é a gravidez psicológica, quais são seus sintomas, causas e tratamentos, além de abordar outros aspectos emocionais que podem influenciar a maternidade. Afinal, a saúde mental da mãe é fundamental para uma gestação tranquila e um pós-parto saudável.

Gravidez Psicológicas

O que é a gravidez psicológica?

A gravidez psicológica, também conhecida como gravidez imaginária ou pseudogestação, é um fenômeno em que a mulher apresenta sintomas físicos e emocionais de gravidez, mas não está realmente gestante. Isso acontece devido a uma forte influência dos aspectos psicológicos e emocionais sobre o corpo feminino.

Embora a gravidez psicológica seja mais comum em mulheres que desejam muito ter filhos, ela pode ocorrer em qualquer mulher em idade fértil. Algumas estatísticas indicam que cerca de 10% das gestações podem ser classificadas como psicológicas, mas muitos casos não são diagnosticados ou reportados.

É importante ressaltar que a gravidez psicológica não é uma escolha consciente da mulher. Na maioria das vezes, ela surge de forma involuntária, causando confusão e angústia nas mulheres que a vivenciam.

Sintomas da gravidez psicológica

Os sintomas da gravidez psicológica podem ser bastante semelhantes aos da gestação real, pois o corpo feminino responde aos estímulos emocionais como se estivesse grávido. Entre os principais sintomas, podemos citar:

– Ausência de menstruação;
– Náuseas e vômitos;
– Aumento do apetite;
– Ganho de peso;
– Sensação de movimentos fetais;
– Aumento da sensibilidade nas mamas;
– Mudanças no corpo, como crescimento abdominal e inchaço;
– Alterações no humor e oscilações emocionais.

É importante ressaltar que cada mulher pode apresentar sintomas diferentes, ou até mesmo não apresentar nenhum sintoma. Por isso, é necessário buscar acompanhamento médico para um diagnóstico preciso e descartar outras causas possíveis para os sintomas.

Causas da gravidez psicológica

A gravidez psicológica é um fenômeno complexo, que pode ter múltiplas causas. Alguns especialistas acreditam que a pseudogestação é uma forma do corpo feminino lidar com seus desejos e anseios reprimidos, especialmente aqueles relacionados à maternidade. Outros apontam para fatores hormonais e psicológicos como desencadeadores da gravidez psicológica.

Entre as causas mais comuns, podemos citar:

– Desejo intenso de ser mãe;
– Estresse, ansiedade e pressão da sociedade em relação à gravidez;
– Instabilidade emocional e baixa autoestima;
– Traumas e conflitos não resolvidos, especialmente relacionados à gestação e maternidade.

Tratamentos para a gravidez psicológica

O primeiro passo para tratar a gravidez psicológica é aceitar e reconhecer a condição. Muitas vezes, as mulheres que vivenciam esse fenômeno se sentem envergonhadas e confusas, o que torna o diagnóstico e o tratamento mais difícil.

O acompanhamento médico é fundamental para compreender as causas da pseudogestação e orientar a mulher em relação aos próximos passos. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para controlar os sintomas, assim como apoio psicológico para lidar com as emoções envolvidas.

Além disso, a criação de um ambiente seguro e acolhedor, em que a mulher possa expressar seus sentimentos e angústias, é essencial para o processo de cura.

É importante ressaltar que cada caso é único e pode demandar abordagens diferentes. Por isso, é fundamental que a mulher não se sinta julgada ou excluída por seus familiares e profissionais de saúde ao buscar ajuda.

A influência dos aspectos emocionais na maternidade

Além da gravidez psicológica, existem outros fatores emocionais que podem influenciar a maternidade e impactar a saúde mental das mães. A seguir, abordaremos alguns desses aspectos.

Ansiedade e estresse

A ansiedade e o estresse são sentimentos comuns durante a gestação, mas em excesso podem trazer consequências negativas para a mãe e o bebê. As futuras mamães devem buscar atividades que as ajudem a relaxar e controlar a ansiedade, como meditação, yoga, exercícios leves e outras práticas que tragam bem-estar.

Medo do parto e preocupações com o futuro

O medo do parto é uma questão comum, especialmente para as mães de primeira viagem. Além disso, muitas mulheres se preocupam com as mudanças que o bebê trará para suas vidas, como a nova rotina e as responsabilidades. É importante que as mães expressem seus medos e falem sobre suas preocupações com seus parceiros, familiares e profissionais de saúde, para que se sintam acolhidas e amparadas.

Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é um transtorno psiquiátrico que pode afetar cerca de 15% das mulheres após o parto. Alguns sintomas incluem tristeza constante, irritabilidade, falta de energia e motivação, dificuldade de realizar atividades cotidianas e pensamentos negativos. É fundamental que as mães recebam apoio e acompanhamento médico durante esse período, para que possam superar esse desafio e desfrutar plenamente da maternidade.

Pressões e cobranças sociais

A sociedade costuma impor uma série de expectativas sobre a maternidade, o que pode gerar uma grande pressão nas mulheres. As mães devem se lembrar que cada família é única e que não há uma única forma de ser uma boa mãe. Se permitir errar e buscar apoio quando necessário é fundamental para lidar com as cobranças sociais.

Mitos sobre a gravidez psicológica

Vários mitos e informações infundadas circulam sobre a gravidez psicológica. A seguir, iremos desmistificar alguns deles:

A gravidez psicológica é uma escolha

Como já mencionado, a gravidez psicológica não é uma escolha consciente da mulher. Trata-se de um fenômeno involuntário, que não pode ser controlado ou evitado.

Todas as mulheres com gravidez psicológica fingem os sintomas

Cada mulher reage de forma diferente à gravidez psicológica. Algumas podem fingir os sintomas inconscientemente, enquanto outras podem estar genuinamente convencidas de estarem grávidas.

Toda mulher com gravidez psicológica tem problemas psicológicos

Embora a pseudogestação esteja relacionada a aspectos emocionais, nem sempre a mulher que a vivencia possui um transtorno mental. A gravidez psicológica pode ser desencadeada por diversos fatores, como o desejo intenso de ser mãe ou traumas relacionados à maternidade.

A gravidez psicológica só pode ser diagnosticada com exames médicos

Os exames médicos ajudam a descartar outras causas possíveis para os sintomas da gravidez psicológica, mas o diagnóstico é feito com base no relato da mulher e na análise das características dos sintomas.

Conclusão

A gravidez psicológica é um fenômeno complexo e que pode se manifestar de diversas formas. É importante que as mulheres se sintam acolhidas e amparadas em suas angústias e desejos, e que busquem acompanhamento médico e psicológico quando necessário. Além disso, as futuras mamães devem se lembrar de cuidar de sua saúde mental durante a gestação e o pós-parto, para que possam vivenciar essa fase de forma plena e saudável. A maternidade é um processo único e individual, e cada mulher tem o direito de vivê-la da forma que lhe for mais significativa.

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